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RESUMO Autor: Luiz Guilherme do Eirado Silva A interação entre os eventos tectônicos e a geomofologia
da O relevo da Serra da Bocaina revela o forte controle
das estruturas dúcteis e rúpteis relacionadas à Faixa Ribeira gerada
na Orogênese Brasiliana (ca. 790-480 Ma) e às reativações mesozóica-cenozóicas.
As rochas são agrupadas em 4 terrenos tectônicos colados nas etapas
colisionais brasilianas, que formaram as estruturas mais penetrativas:
foliação com mergulho para NW, zonas de cisalhamento dúcteis NE-SW
e dobras. Zonas de cisalhamento rúptil-dúcteis NW marcam o colapso
orogênico. A abertura do Atlântico Sul (ca. 135-120 Ma) é registrada
pelos enxames de diques toleíticos NNE e ENE, em parte condicionados
pelas estruturas brasilianas. No Planalto da Bocaina uma idade de
traço de fissão em apatita (TFA) de ca. 145 Ma data o resfriamento
ainda da fase pré-rifte do Gondwana. O soerguimento da margem continental
na fase rifte pode ter alçado este nível para fora da zona de apagamento
parcial do TFA. A reativação neocretácea é datada pelo TFA (ca.
85 Ma) na costa e na escarpa atlântica, indicando novo pulso de
denudação e soerguimento da margem continental. Isto também concorda
com o extenso aporte de sedimentação siliciclástica na Bacia de
Santos. No Paleógeno, a formação dos Riftes Continentais do Sudeste
Brasileiro (RCSB) gerou a reativação das estruturas dúcteis NE da
Faixa Ribeira, falhas e fraturas NW, E-W, além de fraturas NE na
Baía da Ilha Grande. O contato tectônico entre os Terrenos Paraíba
do Sul e Embu é a principal zona reativada na Serra da Bocaina.
Idades TFA (ca. 55 Ma) registram o estágio inicial do RCSB, que
provocou o rebaixamento do nível de base e a formação de uma escarpa
no interior. A Serra da Bocaina parece constituir uma região elevada
desde a formação da Cordilheira Ribeira, incrementada pelos soerguimentos
das fases rifte e pós-rifte do Atlântico e do RCSB. Estes eventos
tectônicos que elevaram a Serra da Bocaina, também geraram as estruturas
que conduzem sua denudação.
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